quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Conselhos

Ultimamente ando confusa, já faz algum tempo que estou assim, é uma fase. Sei que ela vai passar, as coisas vão se esclarecer, vou enxergar tudo nítido. Mas agora é como se tivesse uma nuvem, por trás do céu lindo que adoro contemplar. Como é chato estar confusa. São coisas do coração, são esses episódios que mais nos deixam sem saber como agir. Você não sabe o que pensar. Acorda com uma idéia, que poderia resolver o obscuro, mas à noite quando vai dormir, aquela opinião já sumiu, já se passaram mil pensamentos diferentes na sua cabeça. Você não consegue aproveitar o que de útil se passou. São tantas idéias, tantas coisas que se você fizesse dariam certo, que no fim do dia o que te sobra é um bocado ainda maior de confusão.
Daí que entram os conselhos, que serviriam como maneira de ajuda, de mostrar qual caminho seguir. E é aí que me engano, pois os conselhos me deixam mais perplexa.
Só quando estou nessa fase que eles surgem, e como. Todos que me conhecem, querem dar palpites. Se você fizer tal coisa, será melhor. Outro chega e diz o contrário do que acabo de ouvir. Então, eu que já estava confusa, me vejo num buraco sem saída, num labirinto de pensamentos. Exagerada? Sim, fazer o quê. Tudo que acontece comigo, é ampliado na minha ótica.
Outros podem observar a situação de outro ângulo e ter uma simples resolução para a questão. Mas não tenho mais interesse, nem mesmo em descobrir qual a resolução no ângulo desta pessoa. Chega de conselhos! Eles não me fazem bem, até que o ditado tinha razão: “Se conselhos fossem bons, seriam vendidos”. Só agora entendo seu significado.
A verdade é que só eu sei como resolver, só eu sei onde está a saída desse labirinto. Só eu sei o que se passa aqui dentro, só eu sei de tudo que estou sentindo.
Ontem saí com alguns amigos, e alguns amigos de meus amigos. Para minha surpresa, ao comentar sobre minha confusão com minha amiga, um desses desconhecidos resolve me dar um conselho.
Eis que me dei conta em como as pessoas querem opinar sobre as vidas alheias. Tive que rir quando o desconhecido pediu, com cautela: -Posso te dar um conselho?
Eu e minha amiga caímos na gargalhada.
Me fiz de salame, até que se mudasse de assunto. Eu não preciso desses conselhos, muito menos de desconhecidos. Da minha vida, sei eu. Das minhas confusões, cuido eu. Uma hora dessas a nuvem desiste de atrapalhar minha imagem, e tudo volta a ser entendido.
Não posso desconsiderar os toques de minhas amigas, aqueles toques de pessoas que querem meu bem, esse tipo de conselho eu reconheço e posso sentir quando é verdadeiro.
O problema é que estou recebendo conselhos em demasia, e além disso (para piorar tudo) existem pessoas próximas que se meteram de uma maneira na minha vida, se intrometeram de um modo, que só ajudaram a tornar tudo uma desordem.
Sigo com minhas confusões, dia-a-dia elas vão se encaixando. Vetarei conselhos em demasia, eles só pioram as coisas.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

...

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça - algo no céu te mandou um presente divino: o amor.
Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado..
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados…
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite…
Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado…
Se você tiver a certeza que vai ver a outra pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela…
Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra pessoa partindo: é o amor que chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio.
Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.


Muito lindo né?

Carlos Drummond de Andrade (Conselhos de um velho apaixonado)

sábado, 15 de setembro de 2007

Me distraio

Às vezes fico perplexa, viajo em pensamentos para tão longe. Em um instante, me transporto. Nas ruas, muitos rostos se confundem, mas logo já não me recordo deles. Prendo-me a alguns detalhes, esses sutis.
Cada pessoa tem algo que me chama a atenção. Pode ser um significado no olhar, um acessório, um sorriso, uma expressão, uma frase irrefletida, um toque ou o jeito de caminhar. Qualquer que seja o detalhe, me revela algum traço da personalidade daquela pessoa.
Quando me dou conta, distraída, esqueci de observar as coisas que estavam na minha frente. Prefiro ver as pessoas ou então, observar a natureza. Tudo isso me diz muito mais sobre a vida, do que as coisas que passam despercebidas, como aquela mesinha no canto da sala; só agora noto sua presença.


Aberta à críticas

Meu primeiro blog. Estava na hora de começar a escrever mais, de me expressar, de receber críticas, de estar exposta a tudo isso. Como futura jornalista, é bom eu ir me acostumando. Aqui é onde eu quero colocar todas as minhas idéias loucas e minhas histórias mais loucas ainda. Vou escrever pensamentos soltos, qualquer coisa que vier à mente. É bom exercitar, sempre se aprende.