sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Sintonia

Tiro algumas conclusões
Ao observar meus sentimentos
Como se estivesse resgatando minhas vivências
Relembrando acontecimentos
Associando aos das pessoas a minha volta
Unificando anseios
Agregando experiências
Percebendo como somos todos tão parecidos
Por trás de todas as diferenças
Notando isso através das nossas emoções
Semelhantes mas desiguais
Dependendo da intensidade
Segundo o momento
Uns viciam em certas emoções
Aprendem a sofrer
Não desaprendem
Acostumam com a dor
Outros experimentam a prosperidade
O amor ou a felicidade
Ficando imune de todo desgosto
Perambulando pelo caminho
Observando o que se passa
Vejo nas pessoas
Em seus rostos expressivos
Ora a alegria
Estampada num rosto qualquer
Ora a angústia imprimida numa face
Cada qual acostumado ou contaminado por suas emoções

Cada um cria sua realidade
Conforme acredita que ela é
Vibrando naquela mesma sintonia

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Sinais

Somos tão parecidos
Quando não conseguimos
Disfarçar algo que está nos incomodando

São sinais singelos
Como os sorrisos que não saem fáceis
Ou quando as gargalhadas se fecham

Não temos o dom de simular humores
Nem o anseio de mentir para nós mesmos
Até porque nosso rosto nos entrega

Através dos teus olhos
No teu sorriso sem jeito
Na maneira como tu caminhas
Percebo que existe algum incômodo

Mas é só isso que sei
Tudo que deixou escapar
Foi essa maneira de agir como eu
Ficou a vontade de saber mais
De descobrir além disso
O que temos em comum

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Deixado para trás

O que era sólido se desfez
O eterno se corrompeu
O certo abriu espaço para incertezas
As palavras tornaram-se efêmeras
As conversas foram esquecidas
Promessas não tiveram valor
O que era verdadeiro foi deixado para trás
A saudade foi sufocada
O sentimento enterrado
Não restaram nem as lágrimas

sábado, 3 de novembro de 2007

. . .

Li em livros
Já me disseram
'Nós somos o que pensamos'

Se vou me tornar o que quer que eu pense
Penso no que há de melhor


"Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos" - Shakespeare