quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

=)

Sonhar é acordar-se para dentro.
Mário Quintana

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Eternamente agora

Tive o ímpeto de declarar
Com tenuidade
Mas me contive.
Nem tudo pode ser declarado...
Mesmo que camuflado entre as palavras.
Ele que me desvende.
Me descubra.
Me cubra.
Desvende todas minhas ruas
Enquanto tem acesso a elas...
Ele que tente.
Olhe através do véu.
Sinta minha essência.
Que me leve ao céu.
Perdoe a indecência.
Reconheça a inocência.
Descubra minhas mulheres...
O quão podem ser reles.
Que olhe meus cantos...
Pergunte dos meus sonhos.
Dos meus desejos reprimidos...
E pra que cada comprimido.
Porque choro escondido...
Que ele se aprofunde em mim.
Que ele me ame mesmo assim.
Que me queira de qualquer forma
E que sossegue comigo
Eternamente agora.

(Carolina Salcides)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Espatódea

"Minha cor
Minha flor
Minha cara

Quarta estrela
Letras, três
Uma estrada

Não sei se o mundo é bão
Mas ele ficou melhor
Quando você chegou
e perguntou:
Tem lugar pra mim?

Espatódea
Gineceu
Cor de pólen

Sol do dia
Nuvem branca
Sem sardas

Não sei quanto o mundo é bão
Mas ele está melhor
Desde que você chegou
E explicou
O mundo pra mim

Não sei se esse mundo estã são
Mas pro mundo que eu vim já não era
Meu mundo não teria razão
Se não fosse a Zoe"

Nando Reis


domingo, 16 de novembro de 2008

Um grande sonho

Interessante é sonhar, qualquer pessoa já sonhou ao menos uma vez na vida. A diferença é que alguns acreditaram que ele poderia se tornar realidade, enquanto outros desistiram, pensando que se tratava de loucura, ilusão. Não me refiro ao sonho que se tem durante o sono, falo daquele que mantemos quando estamos bem acordados pensando em nossos ideais.
Se sonhamos coisas pequenas ou grandes, gastamos da mesma energia, então é um desperdício limitar nossos sonhos. Pode ser utopia, ficção, fantasia, aspiração, devaneio, mas quem apostou para ver seu sonho realidade, não se arrepende dos resultados.
Mesmo em um país como o nosso, onde encontramos dificuldades, desigualdades sociais e muitas perversidades, nos é revelado casos surpreendentes. Onde não se pode negar que quem acreditou, executou seus objetivos.
Lula estudou apenas até a quarta série do primeiro grau, escapou da miséria do Nordeste, fez carreira operária e mesmo assim tornou-se o maior líder popular do Brasil, hoje presidente da República.
Paulo Coelho nasceu morto, flertou com o suícidio, sofreu em manicômios, mergulhou nas drogas e foi preso pela ditadura, apesar do passado, se transformou em um dos escritores mais lidos do mundo, com mais de 100 milhões de exemplares vendidos.
Sílvio Santos é outro exemplo de sucesso, passou de camelô à dono da segunda maior emissora de televisão nacional.
O fato é que não precisamos gostar da política de Lula, da literatura de Paulo Coelho, ou do programa Topa tudo por dinheiro, mas devemos admitir que eles foram capazes de grandes proezas.
Por essas e outras, que concordo com a frase do poeta alemão, Johann Wolfgang von Goethe:
"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor".

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Pipoqueiro lança livro na Feira

José Alves Valêncio, pipoqueiro há 40 anos, lança obra na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre, incentivado por seus amigos e clientes. A idéia foi amadurecida a partir da curiosidade das pessoas por suas receitas, principalmente a pipoca de queijo que, segundo ele, é a mais famosa devido ao sabor inigualável.
A sessão de autógrafos do exemplar "Zé da Pipoca, 50 anos na Feira do Livro", editado pela Edigal, teve grande repercussão. Tanto pela mídia, pois foi veiculada por diversos meios de comunicação, quanto pelo boca a boca, utilizado por seus admiradores. " Foi um dia muito especial, que superou todas as minhas expectativas", afirmou Zé, que foi surpreendido com o grande público, formado inclusive por crianças. " Teve uma jovem que viajou 500 quilômetros, para me conhecer, provar da minha especialidade e comprar o livro", contou o vendedor de pipocas.
Natural da cidade de Lajeado, mudou-se para Porto Alegre em 1959, com a família. Aos nove anos já trabalhava como engraxate na praça da Alfândega. Além de fixar seu carrinho de pipocas junto à Feira, ele está permanentemente em frente ao Colégio Nossa Senhora das Dores. "Meu propósito é servir ao próximo", afirmou o autor.
Zé começou a escrever sua história no final da última Feira, após ser homenageado em novembro do ano passado, junto ao intelectual Antonio Hohlfeldt, pelo Jornal do Comércio, com o Troféu Cultura Econômica 2007. "Foi uma grande emoção, e já sou considerado por muitos, como patrimônio da Feira", declarou o pipoqueiro.
O jornalista e ex-patrono da Feira, Ruy Carlos Ostermann revelou sua afeição pelo novo escritor, ao passar pelo local e ver que Zé estava sendo entrevistado. "Adquiri diversos exemplares, e sou cliente fiel de suas deliciosas pipocas", comentou.
Seu livreto de 31 páginas não traz só receitas, mas histórias vividas e vistas na Praça durante seus longos anos de Feira. Este pode ser encontrado em diversas bancas, além de estar sendo vendido pelo próprio autor, juntamente à sua carrocinha. "Foi uma surpresa a grande procura pelos seus livros", confessou Ivo Almanso, da Martins Livreiro, que até o momento já vendeu 180 unidades.
Fotos - Lucas Uebel

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Distraída demais

"Era todos os dias a mesma coisa, atrasada, passava pelas ruas com pressa, como de costume durante dois anos. Era capaz de chegar ao local, mesmo com seus olhos vendados, tamanha a intimidade que tinha com aquelas extensas cinco quadras. Mas como não tinha tempo para observar as mudanças diárias que aconteciam naquele local agitado, tudo lhe parecia familiar.
Os 15 minutos que ficava a mais na cama, eram os responsáveis pela falha. Se não fossem eles, talvez ela teria olhado mais nos rostos das pessoas à sua volta, ajudado aquele turista que estava perdido na cidade, percebido a criança que pretendia mudar seu dia - com um sorriso; ou teria se admirado com o céu naquele dia tão lindo, céu que por natureza trazia uma mensagem de paz.
Se tivesse diminuído o passo, seria capaz de ver em algum detalhe da trajetória, um motivo para sorrir. Mas ela estava distraída demais, preocupada demais com seus compromissos e imersa naquele ritmo incessante da rotina, algo absolutamente normal entre as pessoas que passavam por ela durante o caminho - muitas vezes esqueceu de olhar para o mundo e ver a vida lá fora."

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O tempo da travessia

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Sobre o Amor

Eu não entendia a busca desesperada das pessoas pelo amor, nem por que esse assunto era o preferido em qualquer roda de conversa, matéria de revista, letra de música ou programa de TV.

Eu não me preocupava muito com o dia em que o meu amor ia chegar.

Mas realmente o que é nosso está guardado. E na hora certa, chega. Às vezes, no local menos esperado.

Em um belo momento, descobri por que se dá tanta atenção a este sentimento de apenas quatro letras: AMOR. Ele é digno de toda a importância - ele é parte fundamental da felicidade.

Os novos talentos literários

Para ser escritor é necessário ter a cabeça fervilhando de histórias, além disso, ser imune à desmotivação. Os novos talentos literários encontram dificuldades em fazer o manuscrito virar impresso, e as editoras arriscam pouco. Um dos fundadores da L&PM, Ivan Pinheiro Machado diz que tudo é difícil na primeira vez. "O mundo está cada vez mais competitivo e isto se traduz em um imenso funil para todos os iniciantes", confirma. Obstáculo, oportunidade, preconceito, talento, esperteza, fazem parte desta conquista.

As editoras seguem uma rotina para a apreciação de originais e obras interessantes, que exigem tempo para serem lidas e estudadas. Toda editora se programa para publicar um determinado número de livros por mês. Machado conta como funciona o projeto da editora que publicou a maioria dos autores gaúchos com algum sucesso nacional nos últimos 30 anos, entre eles, Mario Quintana, Caio Fernando Abreu, Martha Medeiros e Moacyr Scliar. Segundo ele, a L&PM recebe uma média de 100 originais por mês de todo o Brasil. Sem intimidação, ele revelou que a editora não espera um gênio pelo correio e que atualmente ler esses livros, não faz mais parte de suas normas. "A prática provou que 99% dos livros que chegavam via correspondência, não tinham nenhum interesse para a editora, pois eram de iniciantes, fraquíssimos, sem a menor condição de serem publicados", justifica.

Uma das funções de uma editora é estimular a produção intelectual. Comparável a uma biblioteca, uma sala de aula ou um laboratório, ou seja, divulgar as informações e conhecimentos que são produzidos. Em virtude do investimento que uma editora faz para lançar cada título, a escolha da obra é feita a partir de rigorosos critérios. Assim como qualquer outra empresa, ela está sempre preocupada em obter lucro para sua sobrevivência. A determinação de cada passo está diretamente ligada às expectativas de um resultado financeiro positivo.

A L&PM beneficia escritores que se destacam por prêmios ou pela mídia, seja através de jornal, internet, rádio, televisão. Machado afirma que faz parte do sistema publicar estreantes, mas admite que o melhor argumento de marketing ainda é a qualidade, a originalidade, pois é isto que chama a atenção. Ele deixa evidente sua opinião - de que uma editora não é uma fundação benemerente; e acredita que lançar novos autores é um papel do Governo, através de suas instituições culturais. "O Estado é o responsável por fazer esta triagem, promovendo concursos e bancando autores jovens e inciantes que não têm de imediato grande interesse comercial", afirma. Segundo o editor, a literatura é algo que depende, acima de tudo, do talento.

O professor e ministrante da Oficina de Criação Literária da Faculdade de Letras da PUCRS, Luiz Antonio de Assis Brasil não acredita que a literatura é algo que depende exclusivamente desta habilidade. "Como qualquer arte, o talento, se não tiver técnica, não se desenvolve e morre", define. Sobre o dom de escrever livros, ele acredita que isso é revelado durante a juventude - talvez pelo fascínio ao mundo, pelo gosto da descoberta, pela ingenuidade. Ivan Pinheiro Machado recorda que a história registrou casos em que o talento se manifestou em pouca idade, como exemplo o poeta frânces, Arthur Rimbaud, que escreveu toda a sua obra entre os 15 e 18 anos. Mas ao juízo de Machado, o talento não tem idade, e advertiu para o caso do jornalista português, José de Sousa Saramago, ganhador do prêmio Nobel e que iniciou na literatura contemporânea, após os 50 anos.

Assis Brasil supõe que as dificuldades que envolvem a conquista dos novos autores, são exclusivamente de ordem financeira. Quanto ao gênero literário, admite que a poesia, sofre com a aceitação das editoras comerciais. A respeito do interesse que às pessoas em geral têm em relação aos livros de estréias, o professor considera que apenas há simpatia quando o autor já é conhecido em outra área - seja jogador de futebol, jornalista famoso, político ou cientista.

Segundo Assis Brasil, o passo inevitável para um novato obter oportunidades frente ao mercado é o de contratar um agente literário. Profissão que não existia no Brasil há 10 anos, apesar de ser consolidado na Europa e Estados Unidos. "Nós estamos vivendo, no que tange ao mercado de livros, algo novo que são 'as' agentes literárias", acentua o escritor. Por curiosidade, as mulheres predominam neste setor nascente. Ele recomenda as agentes, especialmente para os alunos das oficinas literárias que desenvolve na PUC desde 1985.

Carlos Augusto Pessoa de Brum é seu próprio patrão

Normalmente o escritor escreve, o agente vende e o editor edita. Esta 'regra' não funciona para o escritor porto alegrense de 21 anos, Carlos Augusto Pessoa de Brum - que já desfrutou de sete lançamentos de livros. Ele conta que no início de sua carreira, aos 17 anos, recebeu atenção e suporte de algumas empresas, mas detestou o contrato: a cada livro de 20 reais vendido, receberia cerca de dez por cento. Foi então, que resolveu cortar os intermediários e criar sua própria editora, a Br1 Editores. Sendo seu próprio patrão, teve liberdade criativa que não teria em outro cenário, assim como total escolha e decisão sobre os livros. Ele prefere vender suas obras em escolas e eventos, onde pode interagir com os leitores.

Brum ratifica que não sofreu por ser novato, bem pelo contrário, o possível preconceito foi trocado pelo interesse devido à sua jovialidade. Ao participar de Feiras do Livro de diversos colégios, o fato de ser novo acabou sendo uma vantagem para ele, e um incentivo à leitura dos estudantes - que o vêem como um amigo, um ex-colega, e não exatamente como um escritor sério e intocável. Ele presume que o mercado está se abrindo, e que a qualidade da obra nada tem a ver com a data de nascimento do autor. "Algumas vezes, o escritor até perde seu fascínio com a idade, e deixa de produzir textos relevantes após realizar uma obra prima", conclui. A dificuldade do trabalho é fazer seu nome ser conhecido. No início, o estudante procurava lugares para se expor, e era difícil encontrar interessados. "Hoje em dia, felizmente, já recebo convites para participar de eventos e até mesmo sou pago para isso - algo impensável no início da carreira", declara com entusiasmo.

Com a simpatia das editoras, Brum buscou um especialista para lhe avaliar, e acabou falando com o próprio Luiz Antonio de Assis Brasil. Levou um calhamaço de folhas para o mestre ler, e algumas semanas depois, veio a resposta: "Realmente nunca vi alguém da tua idade escrever tão bem assim". Com este elogio exagerado, o aspirante notou que poderia seguir adiante. "Ter um patrono de tanto peso como o Assis Brasil na minha carreira foi ótimo, uma espécie de manobra decisiva para a publicação - senti estar no lugar certo", revela Brum. Segundo ele, o importante é sentir que o livro pode ser comprado em uma livraria, mesmo estando ao lado de outro com maior renome.

No momento da venda, dificilmente o produto de um noviço será reconhecido pela qualidade. Em geral, as pessoas desejam títulos que chamem a atenção, ou buscam algum autor distinto. Brum conseguiu destaque através das apresentações, estas foram feitas por nomes ilustres da literatura gaúcha, entre eles, Assis Brasil, Letícia Wierzchowski e Moacyr Scliar. "É aquilo de ter nome: se um escritor famoso assina seu trabalho, é porque ele acredita na qualidade de sua obra - isso serviu como um atrativo na divulgação de meus contos", confessa.

A internet e os inúmeros blogs ajudam os novos autores, e podem servir como exercícios de aquecimento. Neste quesito, Machado, Assis Brasil e Brum concordam. "A Internet auxília na medida em que o jovem autor pode jogar nos blogs toda sua produção e logo ter o retorno dos internautas. Isso não acontecia no passado", deduz Assis Brasil. Brum explica que a web serve como um instrumento valioso, onde é revelado talentos literários. "Conhecer um site e aprovar esta linguagem, substitui o método do livro grátis".

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Estradas da vida

"Você já se perguntou por que a estrada tem curvas? Por que é que todas as estradas não são retas? Por que é que as ruas da cidade sobem, descem e dobram esquinas?
... As curvas da estrada nos dão a oportunidade de ir vendo um pouquinho de cada vez. À medida que vamos avançando, ganhando terreno, um pouco mais nos é revelado. É assim que a vida funciona. Ela vai lhe dando aquilo com que você consegue lidar em pequenas doses, mesmo quando você acha que aguentaria mais.
... As condições com as quais nos defrontamos não nos definem. Elas nos lembram quem somos e quem queremos ser.
... O processo da vida deve apenas nos lembrar que somos divinos, milagrosos, poderosas manifestações da vida.
É essa a verdade que precisamos aprender a cada vez que caímos e nos levantamos, perdemos e recuperamos, fazemos escolhas e mudamos de idéia.
Cada experiência nos leva um pouquinho mais longe na estrada da vida e para além das curvas."

(Iyanla Vanzant, em Um dia minha alma se abriu por inteiro.)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Agora!

“A vida é agora, aprende! O pó se acumula todos os dias sobre as emoções!”
Caio Fernando Abreu

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Magia

"Dentre as muitas magias que há, uma delas é olhar um ser amado dormindo: a salvo dos olhos e da consciência, por um delicioso instante tem-se nas mãos sua parte mais íntima; indefeso, ele nesse instante é tudo, por mais irracional que fosse, que sempre teve a certeza de que seria, puro como um homem, terno como uma criança."
Truman Capote

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Mudança

Entre as possibilidades de mudança, chega naturalmente o medo da novidade. Uma inquietação diante do desconhecido. A ansiedade de provar e a agonia em arriscar; ares distintos de uma nova etapa da vida. Confirma a necessidade de evoluir, de despertar emoções que já estavam entorpecidas. Presenciar, sentir, viver.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

***

Quem é tão forte que não pode ser seduzido?
(William Shakespeare)

***
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
(Pablo Neruda)

***
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
(Charles Chaplin)

***
Criticar os outros é algo muito perigoso; nem tanto pelos erros que você pode cometer ao criticar, mas pelo fato de você poder estar revelando algumas verdades a seu respeito.
(Harold Medina)

***
Aquilo a que chamamos espírito parece-me muito mais material do que aquilo a que chamamos matéria; sinto a minha alma mais manifesta e mais sensível do que o meu corpo.
(Miguel Unamuno)

***
O tolo procura a felicidade ao longe, o sábio cultiva a sob seus pés.
(James Oppenheim)

***
Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira — mas já tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum.
(Monteiro Lobato)

***
Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor... Lembre-se. Se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor com ele você conquistará o mundo.
(Albert Einstein)

***
Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis.
(Carlos Drummond de Andrade)

***
As riquezas do mundo pertencem efetivamente aos que têm a audácia de se declarar seus possuidores.
(Georges Duhamel)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O tempo

Dezenas de horas sem deitar, cochilar, fechar os olhos ou dormir, a agitação era tanta, que a manhã se misturou com a tarde e a noite, como se fizessem parte do mesmo período do dia. A madrugada chegou rapidamente, e a manhã outra vez apareceu. O sol na cara indicava um novo belo dia, mas para ela aquilo não trazia novidades. Porém, no dia todo ao ar livre, foi percebendo distraidamente as mudanças lá no céu.

Ensolarado, com nuvens, azul claro, azul marinho, negro, com estrelas, lua cheia e novamente o sol. O céu a fascinava, ele estava entre suas maiores paixões. Mas o que a intrigava naquele momento não era isso, e sim o tempo.

Quando pequena fez um poema sobre o tempo, que foi escolhido para recitar ao público da escola. Teve que decorar aquelas estrofes, que passados dez anos, ainda estavam na sua memória, num local pouco visitado, onde ficavam os versos favoritos de sua infância. Era um poeminha meio obvio, contido de algumas verdades e um tanto evoluído para aquela idade. Antes era simples definir o tempo – bastava saber que ele era formado pelo passado, presente e futuro. Mas naquele momento, vendo a manhã, tarde, noite e madrugada se mesclarem, ficava difícil compreendê-lo.

Parecia-lhe que o tempo estava sempre no presente, num "lugar" de onde nunca saímos, ou se saímos não nos damos conta. Apenas sentimos sua passagem de maneira diferente, dependendo da idade ou do momento. Em ritimo desigual, variando para cada pessoa. Numa sucessão renovada de hojes.

Antes de concluir qualquer pensamento, adormeceu, ali mesmo na beira da praia, sobre a canga; quando acordou o sol já havia ido embora, tinha passado nove horas, mas teve a nítida impressão que dormira duas.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Sabe quando você cansa?

Sabe quando você cansa
Não sabe explicar como, quando, por quê
Sabe quando tanto faz
Não liga mais para o que possa acontecer
Sabe quando você se aborrece
Das mesmas cores, cheiros, clichês
Sabe quando você sente que pode ir mais além
Do obviu, do comum, da mesmice
Sabe quando você enjoa
Da falsidade, dos que tentar aparentar o que não são
Sabe quando tudo isso te desestimula
E só fica a vontade de extrapolar
Sabe quando você esquece da verdade
Dos princípios e do que era importante
Sabe quando anseia em procurar
Algo, alguém que te faça relembrar
Sabe quando bate a indiferença
Sentimento anestesiado
Sabe quando você já aprendeu
Que isso passa, que tudo passa
Sabe quando você não se desespera mais
E espera com calma que isso se vá
Sabe quando você cansa?

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Gabriel García Márquez

Gabriel García Márquez , importante escritor colombiano e responsável por criar o realismo mágico na literatura latino-americana, escreveu uma espécie de carta aos seus amigos, em forma de despedida:



"Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem. Ouviria quando os outros falam, e como desfrutaria de um bom gelado de chocolate! Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto, não apenas o meu corpo, mas também a minha alma. Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que nascesse o sol. Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas de um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à lua. Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas. Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida... Não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas.

Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor. Aos homens provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar! A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas teria que aprender a voar sozinha. Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento.

Tantas coisas aprendi com vocês, os homens. Aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta. Aprendi que quando um recém-nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, o tem agarrado para sempre. Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer."

sexta-feira, 11 de julho de 2008

...

Forte esse trecho que encontrei do Caio Fernando Abreu:

"Chorei três horas, depois dormi dois dias. Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê. E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite. E não ter nada além deste amplo vazio que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim, sozinho em si mesmo, completo, total."

Tantas coisas para experimentar

"Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.
Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.
Quando a vida te trouxer mil razões para chorar, mostra que tens mil e uma razões para sorrir."

Facundo Cabral

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Percebi isso

"Quem se esforça para ser/parecer não consegue
Quem naturalmente é não precisa se empenhar para mostrar"

terça-feira, 8 de julho de 2008

Escrever é se adonar do movimento

Me identifico:

Viver é rápido
Sentir é lento
Escrever é se adonar do movimento...
É por isso que comecei a escrever, para tentar controlar o movimento, para reler os sentimentos, para registrá-los, para não deixar que se perdessem em sensações, para fotografar os sentimentos e deixá-los ali, sorridentes ou chorosos, mas eternos e meus...

Nádia Lopes

Nádia escreve lindas poesias, crônicas e textos. Ela se preocupa em lembrar às pessoas o quanto a vida é bela, em como existem coisas maravilhosas - e simples, que muitas vezes passam desapercebidas pela vida.

Cursou Comunicação Social, é colunista do site queb, e abriu há 10 anos a Elite Model no RS.

http://www.eusounadialopes.blogspot.com/

...

"Se seus sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupe, pois eles estão no lugar certo; agora construa os alicerces."
William Shakespeare

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Tholl


É tão maravilhoso poder sair da realidade por alguns minutos, acreditar que a vida também é feita de sonhos, de cores vibrantes, de pequenas alegrias. Às vezes se consegue essa sensação lendo um livro, vendo um filme, ou mesmo em nossas vidas, em alguns momentos perfeitos ou de reflexão. Ontem fiquei 75 minutos imersa num mundo de encanto – eu mais parecia uma menininha de cinco anos fascinada.

Assisti Tholl, que vai estar no Teatro São Pedro até o dia 27 deste mês. É um espetáculo mágico, onde chove prata, palhaços emanam luz e sobra vontade para dançar a coreografia junto com os artistas. Fiquei impressionada com a flexibilidade dos malabaristas, surpreendida pela maquiagem multicolor, hipnotizada pelo fogo.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Epitáfio

Acho linda a letra dessa música, conhecida por todos.


Devia ter amado mais, ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

sexta-feira, 20 de junho de 2008

...

“As pessoas mais sábias são as que se conhecem profundamente. Quanto mais instruída é uma pessoa, menos a sério ela se leva, porque o conhecimento descoberto e adquirido torna nítidas a efemeridade de todas as coisas, a luta insana pela posse de bens materiais e a busca obssessiva pela satisfação dos sentidos.”

JC Ismael, Sócrates e a arte de viver.

Vinicius

“A vida não é brincadeira amigo
A vida é a arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida”

Vinicius de Moraes.

Felicidade

A felicidade é um estado. Isso quer dizer uma maneira de ser que consiste em ser por nada senão por ser e em encontrar nessa maneira de ser assim gratuitamente uma forma de plenitude. Em virtude disso, a felicidade não está nas coisas nem é alguma coisa. Ela também não está em alguém nem é alguém, mas está na maneira pela qual se vivem as coisas e os outros. Tudo pode, portanto, tornar-se ocasião de felicidade. Todo mundo igualmente. Por menos que se faça não só um esforço para ser, mas também e sobretudo o esforço de ser. Donde a extraordinária liberdade da felicidade. Sua extraordinária capacidade igualmente de poder transformar tudo.

Bertrand Vergerly, O Sofrimento.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

...

“Uma coisa: Tem tanto que você não sabe sobre mim – coisas que eu não te contei – por exemplo, que eu tenho uma família, que eu acredito que exista um Deus, que um dia eu fui criança – e que eu já me apaixonei duas vezes e que nenhuma delas durou. Mas o que importa isso, no final, se você está sozinho? Qual é a nossa memória? Qual é a nossa história? Até que ponto uma parte de nós é a paisagem e até que ponto nós somos parte dela?”


“Pensei em como, todo dia, cada um de nós experimenta alguns poucos momentos que têm apenas um pouquinho mais de ressonância do que outros – ouvimos uma palavra que permanece na nossa mente -, ou talvez tenhamos uma pequena experiência que nos puxa para fora de nós mesmos, mesmo que brevemente – estamos num elevador de hotel junto com uma noiva de véu, digamos, ou um desconhecido nos dá um pedaço de pão para alimentar os patos selvagens na lagoa; uma criancinha começa a conversar com a gente numa lanchonete (...). E se fôssemos reunir esses pequenos momentos num caderno de anotações e guardá-los por alguns meses, veríamos certas tendências emergirem de nossa compilação – surgiriam certas vozes que têm tentado falar através de nós. Perceberíamos que estávamos tendo uma outra vida, uma vida que nós nem sabíamos que estava acontecendo dentro de nós. E talvez essa outra vida seja mais importante do que aquela que consideramos real – esse mundo atormentado, de ruídos e metais. Então talvez sejam esses pequenos momentos silenciosos os verdadeiros acontecimentos que fazem a história de nossas vidas.”


Douglas Coupland, “Life After God”.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

.

"Brilhe mesmo quando não houver sol."

Maria Tereza Maldonado

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Saudade


Quando vejo fotos do meu passado me dá um aperto no peito
Elas me deixam com saudade
Da garotinha que olhava o mundo com atenção e curiosidade
Que se surpreendia com a beleza de cada detalhe da natureza
Procurando entender o porquê de todas as coisas
Daquela que acreditava nos milagres e nas mágicas da vida.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Amigo

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grande chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Vinícius de Moraes

terça-feira, 27 de maio de 2008

Sem querer

O amor não é aquilo que queremos sentir e sim aquilo que sem querer sentimos.

Carol Teixeira

terça-feira, 13 de maio de 2008

.

"Tudo é vida, tudo é motivo de experiência e reflexão, ou simplesmente de divertimento, de esquecimento momentâneo de nós mesmos a troco do sonho ou da piada que nos transporta ao mundo da imaginação. Para voltarmos mais maduros à vida."

Antonio Candido

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Um olhar

Quem não compreende um olhar,
tampouco compreenderá uma longa explicação.

Mário Quintana

terça-feira, 6 de maio de 2008

Grande enigma

Ao longo da nossa infância nós perdemos a capacidade de nos admirarmos com as coisas do mundo. Mas com isto perdemos uma coisa essencial – algo de que os filósofos querem nos lembrar. Pois em algum lugar dentro de nós, alguma coisa nos diz que a vida é um grande enigma. E já experimentamos isto, muito antes de aprendermos a pensar.

Jostein Gaarder

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Falando de amor

Não me esqueço de uma conversa entre amigos, numa noite gostosa de verão em que falávamos sobre amor. Enquanto voltávamos da praia, ao som de Jack Johnson, felizes pelo final de semana que tinha sido divertido.
Era estranho ouvir um cara que eu mal conhecia falar sobre coisas íntimas dele, e ao mesmo tempo era legal comparar suas idéias com as das minhas amigas que eram tão diferentes. O que ele dizia me intrigava.

Ele falava das coisas que havia escrito há um tempo atrás, em como conseguia fazer aquilo com intensidade e sentimento, como se fosse algo muito valioso, mas que agora ao reler, tudo lhe parecia absurdamente adolescente.
Talvez ele tivesse amadurecido, ou resolveu-se poupar de um possível sofrimento, mas sem se dar contar, ficou anestesiado. Não amava mais como antes, não se entregava mais, temia um desgosto, deixou de se emocionar com a vida, de ver beleza no lúdico, parou de sentir.
Justificava-se dizendo que as coisas que sentia e que escrevia não faziam mais sentido, que eram idéias ultrapassadas e tolas sobre o amor.

Eu compreendia em parte o que aquele desconhecido dizia, era complicado acreditar em algumas coisas depois de uma certa vivência. Muitos resolvem se proteger de maneira que acabam por abdicar de algo que poderia ser bom. Às vezes fica difícil acreditar no que há de belo, quando tudo parece mostrar e tentar provar do contrário. É um número reduzido, mas ainda existem as exceções e as pessoas com esperança - os que tentam nos lembrar daquele sonho infantil que tínhamos quando acreditávamos no amor e nas coisas bonitas, e querem nos mostrar que ele realmente pode existir.

Para Vinícius de Moraes amadurecer não era sinônimo de perder o encanto pelos sentimentos ardorosos. O tempo passava e ele continuava a crer na ingenuidade da paixão.

Pela luz dos olhos teus

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

terça-feira, 22 de abril de 2008

!!

“A vida só depende da maneira como iremos distorcê-la.” Woody Allen

sexta-feira, 11 de abril de 2008

!

Sempre gostei e concordei com essa frase do célebre poema de William Shakespeare e continuo achando ela o máximo...

"Plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores."

sábado, 5 de abril de 2008

Clarice Lispector

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada."

"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo."

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato..."

"Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós."

"Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam."

"Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar."

"Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lugar da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
Procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente..."

"Como se ela não tivesse suportado sentir o que sentira, desviou subitamente o rosto e olhou uma árvore. Seu coração não bateu no peito, o coração batia oco entre o estômago e os intestinos."

"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever."

"Escuta: eu te deixo ser, deixa-me ser então."

"Divertir os outros, um dos modos mais emocionantes de existir."

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós."

"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la."

segunda-feira, 24 de março de 2008

...

"Abram-se. Algo muito maior do que pensam está acontecendo."
Iyanla Vanzant

sábado, 22 de março de 2008

O mundo que eu queria

Um lugar mais lindo, mais tranquilo
Onde as coisas fossem diferentes
Mas o amor continuasse e se fortalecesse

Os povos se unissem
As pessoas se ajudassem
A fé nos iluminasse e protegesse

Que conseguissemos entender aquelas coisas
Que nem mesmo a ciência explica

Que o sol nascesse
Com a mesma intensidade para todos


Que os problemas, tivessem solução
Os nossos erros, fossem aprendizagem
Os defeitos, aceitos
Que a desigualdade, se rompesse
A miséria, não fosse mais tormento
Para todos aqueles
Que já passaram ou passam por ela

Que a liberdade
Não possuisse barreiras
As pessoas, não tivessem segundas intenções
Nem maldade, em seus corações

Que a consciência, não tivesse o porquê pesar
Que a bondade, o amor e a alegria
Fossem mais importante
Do que a ganância, poder, dinheiro ou maldade.

E que o sorriso de todos os seres humanos
Fossem verdadeiros
Como o de uma criança.

(O mundo que eu queria e acreditava que pudesse existir, em 2004)

segunda-feira, 10 de março de 2008

...

"Transformar nosso coração e mente é compreender como funcionam os pensamentos e as emoções." Dalai Lama

domingo, 2 de março de 2008

Siga a sua alegria

Faça o que você tem vontade. Fique com as pessoas que te fazem bem. Procure pelo que te agrada, esteja onde gosta. Trabalhe com o que te traz prazer, ouça aquilo que te emociona.
Veja quem faz você sentir frio na barriga. Abrace quem consegue te acalmar, beije quem deseja, converse com quem te entende, fale o que sente. Se conseguir tudo isso com uma única pessoa, sinta-se privilegiada, e agradeça.
Não se preocupe tanto com seus defeitos, com suas feiuras, gorduras e com seus problemas. Dando muita atenção a eles, só irão aumentar. Todos tem ou já tiveram algum problema.
Olhe para o lado e veja que você não é a pior. Você é única. Você também não é melhor que ninguém. No fundo, bem no fundinho, todos somos muito parecidos em nossos sentimentos, há uma diferença somente na intensidade.
Não tente ser igual a outra pessoa. Ao invés de perder tempo com inveja, dedique-se a se conhecer melhor. Quando se descobrir, vai adorar ser você mesma.
Coma muita batata frita e chocolate, beba até ficar no brilho, ria até chorar, faça uma aventura, converse com seu cachorro, brinque com uma criança, durma mais ou durma menos, às vezes é bom sair do habitual, fazer sempre a mesma coisa cansa. Exagere de vez em quando.
Tenha fé. Acredite que vai superar uma desilusão, uma dor da ausência, que vai vencer um desafio, que vai conseguir o que deseja, que vai curar uma ferida, que vai chegar onde sonhou.
Tenha amigos, valorize sua família. Veja as coisas boas que estão a sua volta, pare para olhar o céu, enxergue as belezas da vida.
Importe-se com os outros. Não faça a eles o que não gostaria que fizessem com você, experimente tratar as pessoas como gosta de ser tratada, respeite as diferenças.
Siga fazendo aquilo que te faz sorrir e deixe pra trás o que te aflige. Fique com quem te provoca um sentimento desconhecido, aquela coisa boa sem explicação.
Leia o que te impulsiona, o que te abre a novas ideias. Escute gente experiente, procure aprender com tudo que vê, com tudo que ouve. Filtre as informações, algumas não te acrescentam muito.
Procure viver da melhor maneira, da sua maneira, sendo sempre você mesma. Confie em algumas pessoas, creia nos sentimentos bons e nos valores das pessoas.
Não leve essas palavras como conselhos. Na verdade são apenas alguns pensamentos soltos. Esqueça cada frase lida, menos essa que não é de minha autoria: Siga a sua alegria.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

!

"Duas pessoas podem olhar para a mesma coisa e ver algo completamente diferente."

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

No ar

Há tanta coisa boa no ar
Mas a maioria não acredita que pode ser possível
Tentam me provar de todas as maneiras
Querem que eu desista de seguir em frente
Cederam o lugar que pertencia aos sonhos
Para aceitar que eles não seriam verdades
Mas eu vou até o fim para provar a mim mesma
Das coisas que acredito
Que tudo pode ser
Pode me chamar do que quiser
Não desisto
Se tudo está no ar
Ao nosso dispor
Porque não?
Basta acreditar
Dar um passo...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

:)

"Um movimento, um sorriso, ações espontâneas... O seu algo mais, assim, distraído e natural, de repente cria idéias na cabeça de certo alguém. A vida fluindo legal: por vezes suave brisa, por vezes estonteante clarão, mas sempre plena de emoção."

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Simples assim

Talvez pelo fato de ser diferente, chamou minha atenção
Não precisou colocar uma melancia na cabeça (como o cara que vi na festa de carnaval, que sem me conter, tive que dar duas batidinhas, como se bate numa porta sem campainha)
Nem precisou falar mais alto, manteve o tom
Muito menos tentou se sobressair perante os outros com vestimentos diferenciados, acessórios, marca reconhecida ou qualquer material
Não falou sobre suas qualidades, como alguns que tentam vender seu peixe, mas que só conseguem deixar um clima de superioridade no ar
Mostrou-se sutilmente diferenciado
Tocou fundo apenas com um sorriso
Manteve em meus pensamentos algumas palavras
Uma frase que não foi ensaiada, nem premeditada
Dita unicamente pela vontade de revelar algum sentimento
Simplesmente chamou minha atenção.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O vento

O vento, esse ar em movimento, leva e traz pensamentos, situações, pessoas
De repente ele desvia aquilo que estava tão perto, me deixando confusa
Mas quando eu menos espero traz algo muito melhor
Sem nada me avisar, ele muda a minha direção
Coloca-me perto de sonhos
Frente a oportunidades
Agora o vento sopra no meu rosto, anunciando que muita coisa mudou.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

...

"Eu queria fazer um livro não da vida como ela é, mas como eu queria que ela fosse. Um livro para a gente pegar e ler quando quisesse esquecer a vida real..."

Érico Veríssimo em “Um Lugar ao Sol”

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Pensamento do dia

Alguns homens vêem as coisas como são, e dizem: Porquê? Eu sonho com as coisas que nunca foram e digo: Porque não?

(George Bernard Shaw)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

...

"Para ser feliz, você não precisa de grandes conquistas. Você já tem o pôr-do-sol, as estrelas, os pássaros. Agradeça a Deus, pois você tem a sua vida, tem o dia que está começando, sua força e determinação. Com todos esses presentes da vida, o resto você constrói."

Emoções

Foi quase num piscar de olhos que 2007 se passou, as horas, os dias e os meses se cruzaram numa rapidez incrível.

O tempo correu velozmente, e muitas vezes tive vontade de pará-lo numa tarde em boa companhia, numa noite de festa com as amigas, numa manhã ensolarada e num abraço de alguém especial. Mas sem escutar meus apelos, o tempo seguiu em ritmo acelerado.

Em meio a este ritmo sem freio, percebi que muitas pessoas vivem nesta correria atrás do tempo. Está certo ir atrás do que se deseja, mas algumas nunca cessam, estão sempre atrás de alguma coisa que possa preenchê-los ou completá-los, e como o tempo não pára, passam suas vidas nessa maratona.

Num dia qualquer, em meio à loucura e caos do mundo, parei por alguns segundos suspensa e imóvel, interrompendo minha curiosidade pelo futuro, me permiti viver o presente e usufruir daquilo que estava ao meu alcance. Muitas coisas que haviam se passado despercebidas, acabaram sendo notadas, e pude descobrir que o agora é tudo que tenho, já que a vida é uma sucessão de "hojes".

O tempo seguiu seu circuito e quando me dei conta estava em dezembro, quando vi já era o dia 31, último dia do ano. Foi o dia em que parei para lembrar de todas as coisas boas que tinham acontecido, do que tinha aprendido com os erros, de tudo o que vivi.

Na noite da virada, reunida com alguns amigos, começamos a conversar sobre os últimos trezentos e sessenta e cinco dias, e cada um escolheu uma palavra que pudesse resumir ou expressar o que o ano passado tinha significado. Escolhi emoções, era o que simbolizava 2007 para mim.

Na hora das saudações por um ano novo feliz, meus amigos me desejaram muito mais emoções para 2008, e no íntimo era aquilo que eu também desejava, viver cada dia com muita emoção.