sexta-feira, 27 de junho de 2008

Epitáfio

Acho linda a letra dessa música, conhecida por todos.


Devia ter amado mais, ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

sexta-feira, 20 de junho de 2008

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“As pessoas mais sábias são as que se conhecem profundamente. Quanto mais instruída é uma pessoa, menos a sério ela se leva, porque o conhecimento descoberto e adquirido torna nítidas a efemeridade de todas as coisas, a luta insana pela posse de bens materiais e a busca obssessiva pela satisfação dos sentidos.”

JC Ismael, Sócrates e a arte de viver.

Vinicius

“A vida não é brincadeira amigo
A vida é a arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida”

Vinicius de Moraes.

Felicidade

A felicidade é um estado. Isso quer dizer uma maneira de ser que consiste em ser por nada senão por ser e em encontrar nessa maneira de ser assim gratuitamente uma forma de plenitude. Em virtude disso, a felicidade não está nas coisas nem é alguma coisa. Ela também não está em alguém nem é alguém, mas está na maneira pela qual se vivem as coisas e os outros. Tudo pode, portanto, tornar-se ocasião de felicidade. Todo mundo igualmente. Por menos que se faça não só um esforço para ser, mas também e sobretudo o esforço de ser. Donde a extraordinária liberdade da felicidade. Sua extraordinária capacidade igualmente de poder transformar tudo.

Bertrand Vergerly, O Sofrimento.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

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“Uma coisa: Tem tanto que você não sabe sobre mim – coisas que eu não te contei – por exemplo, que eu tenho uma família, que eu acredito que exista um Deus, que um dia eu fui criança – e que eu já me apaixonei duas vezes e que nenhuma delas durou. Mas o que importa isso, no final, se você está sozinho? Qual é a nossa memória? Qual é a nossa história? Até que ponto uma parte de nós é a paisagem e até que ponto nós somos parte dela?”


“Pensei em como, todo dia, cada um de nós experimenta alguns poucos momentos que têm apenas um pouquinho mais de ressonância do que outros – ouvimos uma palavra que permanece na nossa mente -, ou talvez tenhamos uma pequena experiência que nos puxa para fora de nós mesmos, mesmo que brevemente – estamos num elevador de hotel junto com uma noiva de véu, digamos, ou um desconhecido nos dá um pedaço de pão para alimentar os patos selvagens na lagoa; uma criancinha começa a conversar com a gente numa lanchonete (...). E se fôssemos reunir esses pequenos momentos num caderno de anotações e guardá-los por alguns meses, veríamos certas tendências emergirem de nossa compilação – surgiriam certas vozes que têm tentado falar através de nós. Perceberíamos que estávamos tendo uma outra vida, uma vida que nós nem sabíamos que estava acontecendo dentro de nós. E talvez essa outra vida seja mais importante do que aquela que consideramos real – esse mundo atormentado, de ruídos e metais. Então talvez sejam esses pequenos momentos silenciosos os verdadeiros acontecimentos que fazem a história de nossas vidas.”


Douglas Coupland, “Life After God”.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

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"Brilhe mesmo quando não houver sol."

Maria Tereza Maldonado