domingo, 16 de novembro de 2008

Um grande sonho

Interessante é sonhar, qualquer pessoa já sonhou ao menos uma vez na vida. A diferença é que alguns acreditaram que ele poderia se tornar realidade, enquanto outros desistiram, pensando que se tratava de loucura, ilusão. Não me refiro ao sonho que se tem durante o sono, falo daquele que mantemos quando estamos bem acordados pensando em nossos ideais.
Se sonhamos coisas pequenas ou grandes, gastamos da mesma energia, então é um desperdício limitar nossos sonhos. Pode ser utopia, ficção, fantasia, aspiração, devaneio, mas quem apostou para ver seu sonho realidade, não se arrepende dos resultados.
Mesmo em um país como o nosso, onde encontramos dificuldades, desigualdades sociais e muitas perversidades, nos é revelado casos surpreendentes. Onde não se pode negar que quem acreditou, executou seus objetivos.
Lula estudou apenas até a quarta série do primeiro grau, escapou da miséria do Nordeste, fez carreira operária e mesmo assim tornou-se o maior líder popular do Brasil, hoje presidente da República.
Paulo Coelho nasceu morto, flertou com o suícidio, sofreu em manicômios, mergulhou nas drogas e foi preso pela ditadura, apesar do passado, se transformou em um dos escritores mais lidos do mundo, com mais de 100 milhões de exemplares vendidos.
Sílvio Santos é outro exemplo de sucesso, passou de camelô à dono da segunda maior emissora de televisão nacional.
O fato é que não precisamos gostar da política de Lula, da literatura de Paulo Coelho, ou do programa Topa tudo por dinheiro, mas devemos admitir que eles foram capazes de grandes proezas.
Por essas e outras, que concordo com a frase do poeta alemão, Johann Wolfgang von Goethe:
"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor".

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Pipoqueiro lança livro na Feira

José Alves Valêncio, pipoqueiro há 40 anos, lança obra na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre, incentivado por seus amigos e clientes. A idéia foi amadurecida a partir da curiosidade das pessoas por suas receitas, principalmente a pipoca de queijo que, segundo ele, é a mais famosa devido ao sabor inigualável.
A sessão de autógrafos do exemplar "Zé da Pipoca, 50 anos na Feira do Livro", editado pela Edigal, teve grande repercussão. Tanto pela mídia, pois foi veiculada por diversos meios de comunicação, quanto pelo boca a boca, utilizado por seus admiradores. " Foi um dia muito especial, que superou todas as minhas expectativas", afirmou Zé, que foi surpreendido com o grande público, formado inclusive por crianças. " Teve uma jovem que viajou 500 quilômetros, para me conhecer, provar da minha especialidade e comprar o livro", contou o vendedor de pipocas.
Natural da cidade de Lajeado, mudou-se para Porto Alegre em 1959, com a família. Aos nove anos já trabalhava como engraxate na praça da Alfândega. Além de fixar seu carrinho de pipocas junto à Feira, ele está permanentemente em frente ao Colégio Nossa Senhora das Dores. "Meu propósito é servir ao próximo", afirmou o autor.
Zé começou a escrever sua história no final da última Feira, após ser homenageado em novembro do ano passado, junto ao intelectual Antonio Hohlfeldt, pelo Jornal do Comércio, com o Troféu Cultura Econômica 2007. "Foi uma grande emoção, e já sou considerado por muitos, como patrimônio da Feira", declarou o pipoqueiro.
O jornalista e ex-patrono da Feira, Ruy Carlos Ostermann revelou sua afeição pelo novo escritor, ao passar pelo local e ver que Zé estava sendo entrevistado. "Adquiri diversos exemplares, e sou cliente fiel de suas deliciosas pipocas", comentou.
Seu livreto de 31 páginas não traz só receitas, mas histórias vividas e vistas na Praça durante seus longos anos de Feira. Este pode ser encontrado em diversas bancas, além de estar sendo vendido pelo próprio autor, juntamente à sua carrocinha. "Foi uma surpresa a grande procura pelos seus livros", confessou Ivo Almanso, da Martins Livreiro, que até o momento já vendeu 180 unidades.
Fotos - Lucas Uebel